Opinião e notícias

19/06/2015

Viver o amor fundamental de Deus


Assim Jesus Disse: “Amarás o Senhor, Teu Deus, de todo o coração, de toda tua alma e de todo o teu pensamento. Amarás a teu próximo como a ti mesmo”.

 



Jesus, ao ensinar a viver o amor fundamental, está cumprindo o que diz a Palavra dirigida a todo o seu povo: “Escute, povo de Israel! O senhor, e somente o Senhor, é nosso Deus” (Dt 6,4). Assim, entendemos que o amor a Deus e ao irmão se apreende e se exercita, antes de tudo, na experiência da escuta do filho à voz do Pai. Jesus nos convida a ouvir o Pai, a fazer sua vontade, a nos importarmos com ele e a valorizarmos as coisas que ele diz. Dessa forma é que se percorre o caminho do aprendizado do amor, cujo ápice será a participação no mistério da cruz.

Como viver o amor de Deus?


Na família


Viver esse amor de Deus é procurar vivê-lo na família, numa demonstração de carinho, compreensão, perdão e dedicação para com todos. Na família se compreende que não se pode viver sozinho. Somos chamados para construir uma relação de experiência de amor no seio familiar. Feitos à imagem e semelhança de Deus e unidos em comunhão de afeto e de pensamento nos tornamos, pela fidelidade do seu amor, e através das alegrias e sacrifícios da sua vocação, testemunhas daquele mistério de amor que Deus revelou ao mundo com sua morte e ressurreição.

 

Na comunidade


Saindo do âmbito familiar, mas nos agregando a uma família maior chamada comunidade, somos chamados a nos ajudar, a nos respeitar, a assumir o que é de todos, promovendo o bem comum. Celebramos e partilhamos juntos.  A partilha nos faz comunidade e essa experiência na Celebração Eucarística nos convida ao compromisso para com os outros. Não se pode participar da Eucaristia sem participar da vida da comunidade.

No mundo


Um jeito cristão de celebrar a vida, de celebrar a comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs, com a natureza e consigo mesmo é a oração em comunidade, principalmente a grande oração da Igreja, a Celebração Eucarística

Expandir esse amor ao universo é perceber a criação de Deus como um todo e respeitá-la. Saber que Deus está presente em toda a sua criação: em mim, nos outros, nos fatos da vida e nos acontecimentos. Tudo isso se torna caminho que me leva a ele. Os cristãos, resgatando o tempo presente, promovem com empenho o bem do matrimônio e da família, cooperando uns com os outros, superando as dificuldades de acordo com os novos tempos.

Na oração


Viver o amor de Deus na oração que nos fortalece e nos liga a Ele. Ter a Palavra de Deus como luz para o  caminho, essa Palavra que foi revelada por Jesus Cristo e continua sendo atualizada em nossas vidas pelo Espírito Santo. Uma oração pessoal que agrada a Deus: o meu diálogo pessoal com ele, o Jejum e a esmola. Um jeito cristão de celebrar a vida, de celebrar a comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs, com a natureza e consigo mesmo é a oração em comunidade, principalmente a grande oração da Igreja, a Celebração Eucarística.

 

O meu relacionamento  com Deus


Na experiência do amor todos são convidados a se relacionar bem com Deus. Essa relação acontece quando se entende o valor real da vida. Assim entenderemos o que Jesus disse: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo, 3,16).

 

Ao nos interessarmos por Deus, começaremos a entender que são as nossas relações aqui, para com os outros, que ajudam ou impedem esse relacionamento. Se as nossas relações de amor são voltadas para o outro é fácil amar a Deus pelo que ele é, e perceber o seu amor. Mas quando não conseguimos amar as pessoas pelo que elas são, amar a Deus pelo que ele é se torna difícil.


Se a prática das pessoas é amar e valorizar as outras pelo que elas têm, assim se torna difícil o relacionamento com Deus, pois vai valorizá-lo pelo o que ele tem, e não pelo que ele é.  Dessa forma a aproximação que se faz de Deus é para alcançar algo que deseja para si e acaba não percebendo tantas outras coisas que ele está oferecendo.

Vamos refletir: Como está a minha prática do amor aos irmãos? À natureza? Sei que muitos convidados de Jesus não aceitaram o seu convite porque estavam ocupados com outros interesses. E eu? Estou disposta a aceitá-lo na minha vida?



Neuza Silveira de Souza
Coordenadora da Comissão Arquidiocesana de Catequese

 
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