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Região Episcopal

“Em atenção à tua palavra, vamos lançar as redes” (cf. Lc5, 5b).

A constituição da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança foi aprovada pelo Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Belo Horizonte em 1999, sendo a nova Região criada pelo Decreto 04/99, de 15 de setembro de 1999, pelo Cardeal D. Serafim Fernandes de Araújo, com a instalação solene do 1º Conselho de Pastoral Regional em 12 de agosto de 2000, estando presentes todos os Conselhos de Foranias, bem como grande número de padres e leigos. Sua criação se deu em decorrência de uma maior adequação da realidade pastoral da Arquidiocese, a partir das análises e estudos realizados no decorrer do Projeto Pastoral “Construir a Esperança”.

 

Constitui-se, atualmente, de 44 paróquias, do curato São Domingos, da Capela Curial Santo Expedito, Capela Especial Cristo Rei, Santuário e da Área Pastoral N. S. Aparecida organizados em seis foranias, caracterizando-se como uma Região totalmente urbana. Nela se encontram todos os seminários da Arquidiocese, as comunidades do propedêutico, da filosofia e da teologia, bem como seminários de outras dioceses e casas de formação de institutos religiosos. A RENSE é enriquecida pela presença de 28 comunidades de vida religiosa feminina e masculina, de várias congregações. Conta com um bom número de colégios católicos e universidades, dentre as quais desponta a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas, campus Coração Eucarístico). Destaca-se, assim, seu enorme potencial no campo da formação.

 

Na primeira Assembleia do Clero da Região (01/03/2000), foram escolhidas as prioridades pastorais para o primeiro triênio (2000-2002): estruturação de algumas pastorais básicas, em âmbito regional, como Catequese, Crisma, Pastoral da Juventude, Pastoral Familiar e Serviço de Participação na Sociedade (SEPAS), com uma ênfase especial na organização de grupos de “Fé e Política”. Conjuntamente, na esteira das orientações da 1ª Assembléia do Povo de Deus, destacaram-se alguns aspectos a serem trabalhados em todos os níveis: Espiritualidade, Formação e Comunicação.

 

Para 2003-2004, a prioridade pastoral da Região foi a Pastoral Familiar, trabalhada numa dimensão transversal: todas as pastorais, de uma maneira ou de outra, tocam a família. Destacaram-se os fóruns da família, tanto em âmbito regional como forâneo. Em 2004, procurou-se também aprofundar as determinações da 2ª Assembleia do Povo de Deus, nas dimensões da: Espiritualidade, Renovação da Vida Comunitária e Inserção Social.

 

Em 2005, a prioridade pastoral centrou-se no estudo e implantação de diversas determinações do Projeto Pastoral da Arquidiocese “Igreja Viva, Povo de Deus em Comunhão”. Em 2006, mantendo a comunhão com as prioridades da Arquidiocese – Revitalização dos Conselhos de Pastoral e Organização da Comissão de Pastoral Familiar – procurou-se desenvolver também a dimensão missionária do Projeto de Evangelização, através de quatro enfoques: oração, conscientização, formação e ação.

 

Em 2007, acompanhando as prioridades da Arquidiocese, a RENSE continuou a desenvolver a dimensão missionária, com uma ênfase maior na ação missionária nas foranias, de maneira especial com a evangelização das vilas e aglomerados. Nesse ano ocorreu a renovação dos cargos e funções na Arquidiocese de Belo Horizonte.

 

O primeiro Vigário Episcopal foi o Pe. Lúcio Drumond Prado, SSCC (março 2000 até fevereiro de 2001), seguido por Frei Luiz Antônio Pinheiro, OSA (março 2001 até novembro de 2007), após essa época esteve à frente o Pe. Júlio César Gonçalves Amaral (novembro de 2007 a novembro de 2010), e reconduzido para o segundo mandato (novembro 2010 a novembro 2013). O atual Vigário Episcopal é o frei Adilson Corrêa, OFM.

 

Desde o início de sua história, a Região Esperança procurou delinear o seu “rosto pastoral”, com uma insistência especial na fraternidade presbiteral e na corresponsabilidade pastoral entre clero e laicato. Após a II APD (2003), cujas determinações foram assumidas pelo Projeto Pastoral “Igreja Viva: Povo de Deus em Comunhão”, procurou-se trabalhar de forma mais intensa o papel das foranias como o espaço privilegiado de “comunhão eclesial. Nesse sentido, deu-se uma ênfase especial aos Conselhos de Pastoral das Paróquias e Comunidades, das Foranias, da Região e do Conselho Presbiteral Regional. Essa consciência e importância foram trabalhadas de forma particular nas visitas pastorais durante o período de 2006-2007.

 

Após a III APD (2008), com suas determinações assumidas pelo Projeto de Evangelização “Igreja Viva, sempre em Missão”, depois de um processo de escuta e discernimento, avaliando-se o projeto anterior, deu-se continuidade às iniciativas já implementadas e às mesmas somou-se os 12 programas de evangelização do Projeto “Igreja Viva, sempre em Missão. A partir desse momento deuse ênfase a: estruturação do Setor da Juventude; revitalização das Foranias e do funcionamento dos CPFs; organização do trabalho das liderança com os Vigários Forâneos, com o apoio da Pastoral Presbiteral; simplificação e dinamização das estruturas pastorais; valorização da Palavra de Deus e difusão da Leitura Orante da Bíblia; formação litúrgica para leigos com o apoio da CAL; fortalecimento do Ministério das Exéquias e da Consolação; busca de novos caminhos para a atuação social e política; encontro de secretárias visando a uma melhor qualificação para o atendimento nas paróquias.

 

Em 2011 a RENSE passou a ser acompanhada pelo bispo auxiliar dom Joaquim Giovani Mol Guimarães. Com a sua vinda foram implementados importantes aspectos, como a revitalização das reuniões do Conselho Presbiteral Regional, o atendimento do Bispo na Cúria Regional, a Visita Pastoral, a presença do bispo em celebrações e encontros nas paróquias, o apoio ao vigário episcopal e o acompanhamento dos padres.

 

Momentos fortes para construir a identidade da Região têm sido as celebrações de Nossa Senhora da Esperança (sempre no mês de setembro), os encontros em nível regional e o estudo da proposta de transferência da Cúria para sede própria, em espaço localizado na Paróquia São João Bosco. No processo da IV APD foram percebidos alguns desafios pastorais para a RENSE como uma pastoral em estado permanente de missão nas paróquias e foranias, a evangelização nas vilas e favelas, uma maior e melhor articulação do social e político, a evangelização dos jovens e uma formação continuada e adaptada às demandas da realidade atual.